Glúten e obesidade/excesso de peso- sim ou não e onde?
19 de fevereiro de 2018
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Antes de mais é preciso perceber o que é o glúten. O glúten é uma proteína, ou melhor, uma mistura de proteínas, que está presente em alguns cereais. Há proteínas contidas dentro do grão dos cereais que quando misturadas com água e aquecidas criam ligações, formam o glúten. A função desta proteína, é deixar a massa mais elástica, viscosa e que retenha água, o que resulta num produto final mais fofo, macio e que não esfarela facilmente.
Normalmente, no fabrico do pão por exemplo, o glúten acaba por aprisionar o ar formado pela fermentação, o que faz com que além de fofo fique com mais volume, cresça. Se usar uma farina sem glúten ou se comprar um produto isento de glúten vai notar claramente esta diferença de textura, é um produto “ mais seco”.
Então e que cereais contêm glúten?
O Gluten está contido em determinada espécie de cereais, dos quais fazem parte o trigo, o centeio e a cevada. Tudo o que é processado a partir destes cereais contém glúten.
Conseguimos agora imaginar a quantidade de produtos que consumimos diariamente com esta proteína? Mas isto será assim tão mau? Ao longo dos últimos anos, muito se tem discutido este assunto.
Será que o glúten é ou não prejudicial?
Segundo os estudos, quem é saudável, tolera esta proteína. Mas, para mim, a questão que se levanta não é tolerar ou não tolerar. Toleramos o tabaco, o álcool e é de senso comum que são altamente nocivos para a saúde da espécie humana… certo? O tolerar, tem a ver com a capacidade de digestão. E nem todos digerimos assim tão mal o glúten ao ponto de nos provocar sintomas intensos e desagradáveis. Há evidências, de melhora de doenças crónicas de caráter inflamatório, com a retirada do glúten da alimentação. Até mesmo o acne melhora drasticamente com a redução do consumo desta proteína.
Quanto à obesidade, claramente há vantagens! Mas não está claro, do ponto de vista científico, que esteja diretamente associado ao glúten…
mas está claro, e bem claro, que os níveis de glicemia e colesterol melhoram com esta mudança alimentar. Há evidências científicas de que ocorre uma melhora da sensibilidade à insulina quando se retiram alimentos que contêm glúten da alimentação. Logo, é uma estratégia a ter em conta no tratamento da obesidade e excesso de peso.
Seja pela presença de glúten ou de outro composto, vale a pena experimentar!
(Este tipo de alteração alimentar deve ser acompanhada por um nutricionista afim de garantir que as necessidades nutricionais são cumpridas.)